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O trombone de vara, assim como
os demais instrumentos, requer uma adaptação físico-motora do músico,
afim de que seja executado com naturalidade e obedeça as exigências técnicas
particulares de cada um. Portanto, antes mesmo de pensar na execução
musical, é necessário ter consciência de que estará exercendo uma
atividade física da qual resultará uma expressão musical. Assim
sendo, faz-se necessário buscar condições físicas satisfatórias,
para que se tenha uma boa produtividade nos estudos e na atividade
elegida: a artística musical.
A família dos trombones de vara é constituída por vários modelos,
sendo os mais usuais os trombones tenores e baixos. Outros modelos são
o soprano, o alto e o contrabaixo. Dos três tenores, os modelos básicos
são: tenor Sib (sem rotor) calibre médio com ø 12,70 mm e campana com
ø 203mm, e o tenor Sib calibre largo com ø 13,90mm e campana com ø
216mm. Este modelo tem acoplado ao corpo da campana um conjunto de
voltas tubulares que possibilita, ao acionar o gatilho, utilizá-lo em Fá,
recurso responsável pela aproximação, por exemplo, das posições 6 e
7 para 1 e 2, bem como aumentar a extensão original do instrumento em
uma quadra abaixo. O conjunto, quando acoplado ao instrumento original,
torna-o um pouco mais pesado. O trombone baixo (com 2 rotores) Sib/Fá/Solb/Ré
ou Sib/Fá/Ré/Si (com pompa adicional em Ré) calibre ø 14,30mm e
campana com ø 241mm ou ø 267mm, tem um peso ainda maior do que o tenor
com 1 rotor, pois possui 2 rotores correspondentes a 2 conjuntos de
voltas tubulares, que alteram sua extensão em quase 1 oitava.
Para a boa utilização e proveito de todos estes sistemas, dois pontos
são extremamente importantes:
A postura correta de corpo e mãos, como na foto abaixo.
As diferentes empunhaduras, dependendo do modelo :
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para os trombones tenores Sib (sem rotor) e Sib/Fá (com 1 rotor)
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para os trombones baixos com a pompa normal (Solb) acionando os 2
rotores simultaneamente
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para os trombones baixos com pompa adicional em Ré acionando o 2º
rotor independente
A variação da empunhadura nos trombones baixos, quando da utilização
do 2ª pompa (adicional em Ré), é devido à necessidade de se ter o
independente acionamento do 2° rotor ou o registro em Ré com o dedo
anular, sendo que com o trombone com a 2ª pompa normal (em Solb), para
se ter o registro em Ré, terá que estar acionado os dois rotores
simultaneamente, permitindo maior firmeza e equilíbrio na sustentação
do instrumento. Observe como o dedo indicador da mão esquerda funciona
como escoramento, impossibilitando o desequilíbrio e o tombamento ao
transpor para o lado esquerdo. Com estas variações de empunhadura, o
instrumento também poderá estar mais apoiado na palma da mão
esquerda, permitindo melhor acionamento dos rotores de forma
independente ou simultânea. Deve-se levar em conta a necessidade de
alongamento prévio e pós dos braços, pulsos e dedos, no caso do
instrumentista passar longo tempo de sua atividade com o instrumento
empunhado.
Nos trombones de vara, tenores e baixos com rotores, é possível a
utilização destes recursos através de estudos específicos de
acionamento dos mesmos, utilizando certas passagens ou combinações de
intervalos primeiramente na mesma posição e, posteriormente,
combinando com outras posições. Algumas passagens, na região da
extensão original do trombone em Sib (sem a utilização do rotor),
devem ser estudadas e preparadas em suas posições e combinações
normais para que a digitação não se acomode à utilização contínua
do rotor. Isto, para evitar que a execução fique comprometida, caso
ocorra por algum impedimento ou incidente, a necessidade de tocar em um
instrumento sem rotor. O trombone, quando utilizado com os rotores,
passa a ter menos posições. Acionado o registro em Fá (rotor 1 tenor
e baixo), dispõe somente de 6 posições. O trombone baixo com os dois
rotores acionados dispõe de 5 posições. O trombone baixo, quando
utilizado o 2º rotor independente com a pompa em Sol terá 6 posições.
Já com a pompa adicional em Ré acionando somente o 2º rotor, obterá
5 posições. A prática de exercícios sistemáticos utilizando as várias
combinações do rotor com notas executadas sem o mesmo, dará mais
liberdade na utilização do sistema, proporcionando melhor qualidade
musical em frases rápidas ou com intervalos mais distantes,
principalmente na região média para a grave. O rotor também pode ser
utilizado em trinados ou trilos em algumas regiões do instrumento.
Alguns métodos Importantes para estudos sistemáticos e utilização do
rotor:
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G. Gagliardi
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Coletânea de Estudos Diários para Trombone
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Joannes Rochut
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Melodious Études for Trombone
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Jacques Toulon
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Dix Études pour le Trombone Basse Fa et Ré
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A. Slama
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Estudo de Escalas
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